
Tenho planos para a minha vida. Projeto bem desenhados prontos para serem desfeitos a qualquer momento. Hoje, de fato, estão prontos para serem desfeitos a qualquer momento. Na verdade, vejo que estou mais pronto para aceitar os desvios que a vida toma, e as surpresas que volta e meia insistem em me perseguir, e que volta e meia insisto em escrever. Meia volta. Assim é minha vida hoje de fato. 180º total. Onde ontem era medo, hoje é o jogo de bola no pátio. Onde ontem era temor, hoje é brincadeira de carrinho. É o ir e vir que a gente tem que aceitar. São os olhos para frente, que não nos dão tempo de ficar olhando para trás. É quando os olhos miudos encontram o sorriso apertado. É quando quero mudar minha história novamente. Meia volta. O que ontem foi, passou. E o que de bom ficou é a amizade. E o que quero que venha, de bom, tem a amizade, tão difícil de atingir a sinceridade que só os puros tem. Me purifico a cada linha dita. E viajo a cada sorriso apertado. De fato, o fato é nem sei explicar direito a sensação de paz que sinto.
O problema todo nem é não tornar esse sonho realidade. O problema é tornar. E a minha sala suja de barro. Que crueldade. Que sonho. Que vontade. Ah sim. Vontade. A vontade de estar perto do sorriso só não é maior do que dos olhos. E a vontade que ultrapassa o dizer. E a vontade que ultrapassa a necessidade de alguma resposta. De todas afirmativas que alguém pode dar, a mais cruel é "não sei". Não responde nada, quando normalmente se quer todas as respostas. Pode brincar de barro. Essa é minha resposta!
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